ALFANDAGH

Vila de Alfândega da Fé

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Alfândega da Fé

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Postado por Alfândega da Fé em 29 março 2009 às 17:09

Ara

Parabéns

A todos os sócios; treinadores e atletas um feliz 2009

Postado por Ara em 1 janeiro 2009 às 13:00

João Nunes

Parabéns


Espaço imaginativo e de cidadania

Postado por João Nunes em 30 dezembro 2008 às 22:56 ‚Äî 1 Comentário

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Alfândega da Fé

ELEIÇÕES AUTARQUICAS 2009 2 respostas 

Iniciado por Alfândega da Fé. Última resposta de Alfândega da Fé 4. Maio, 2009.

João Torres

Revista Sábado... 1 resposta 

Iniciado por João Torres. Última resposta de Sandra Rocha 20. Fev, 2009.

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Notas

ELEIÇÕES AUTARQUICAS

Alfândega da Fé

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A primeira presidente de Câmara

Há 4 anos perdeu por 57 votos, mas desta vez Berta Nunes venceu e convenceu, com uma diferença de 402 eleiContinuar

Criado por Alfândega da Fé 19 Out 2009 at 19:14. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 19. Out, 2009.

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2009

Eleições Legislativas. Resultados Globais

Resultados Globais

Votos

  • Partido % Votos Votos Mandatos
  • PS 36.56% – 2068665 – 96
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Criado por Alfândega da Fé 28 Set 2009 at 20:56. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 28. Set, 2009.

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

As eleições autárquicas portuguesas de 2009 serão realizadas no dia 11 de Outubro. Nestas eleições serão eleitos 308 presidentes de câmaras municipais e eleitos 4257 presidentes de juntas de freguesia e as respectivas assembleias. Continuar

Criado por Alfândega da Fé 16 Set 2009 at 19:25. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 16. Set, 2009.

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

As eleições legislativas portuguesas de 2009 serão realizadas no dia 27 de Setembro de 2009. O governo que sairá eleito em consequência deste acto eleitoral será o XVIII Governo Constitucional de Portugal.

Eleições legislativas de Portugal

Monarquia Constitucional

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Criado por Alfândega da Fé 22 Jul 2009 at 15:35. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 22. Jul, 2009.

GALERIA DE ARTE

<b>JAMES ENSOR</b> Artista - James Ensor (1860-1949) nasceu em 1860, em Ostende, Bélgica. O pai James Frederic Ensor é um engenheiro de origem inglesa. A mãe, Maria Catharina Haegheman, pertence a uma modesta família local e é dona de uma loja de souvenirs, artigos orientais, conchas e máscaras de carnaval. Ensor ficou particularmentContinuar

Criado por Alfândega da Fé 29 Jun 2009 at 12:06. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 29. Jun, 2009.

ELEIÇÕES EUROPEIAS: 7 de Junho 2009

ELEIÇÕES EUROPEIAS CONSULTE SITE Continuar

Criado por Alfândega da Fé 5 Mar 2009 at 17:06. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 5. Mar, 2009.

CRONOLOGA DO 25 de ABRIL

O 25 de Abril

Os acontecimentos deste dia revelam que o Movimento das Forças Armadas estava organizado e que era mais do que uma organização corporativista. Os miltares da Revolução preconizaram um momento da História Portuguesa, com milhares de outros protagonistas anónimos

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Criado por Alfândega da Fé 1 Mar 2009 at 17:42. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 1. Mar, 2009.

Alfândega da Fé

Olá Continuar

Criado por Alfândega da Fé 24 Dez 2008 at 20:11. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 24. Dez, 2008.

Início de Notas

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Criado por Alfândega da Fé 16 Dez 2008 at 16:12. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 16. Dez, 2008.

Grupos

HISTÓRIA DE ALFÂNDEGA DA FÉ

A Alfândega (da Fé) é um nome de origem árabe que a localidade deve ter adquirido entre os séculos VIII-IX.
É muito possível que já anteriormente ela existisse e a sua verdadeira origem tenha sido um povoamento castrejo, o que não será de admirar, até porque na área do concelho existem vestígios de povoamento romano e até anteriores.
A designação “da Fé” que se juntou ao nome original surge em data incerta, (mas já aparece no Foral de D. Dinis) seguramente por via popular e ligada à interessante lenda dos “Cavaleiros das Esporas Douradas”, que reflecte a bravura dos cristãos na luta contra o infiel, apoiados, na batalha decisiva de Chacim, por Nossa Senhora de Balsemão.
De qualquer forma, existe hoje a convicção de que durante o período da ocupação árabe foi sede administrativa com alguma importância de uma região designada “Valiato de Alfandica”, mas a sua história, em termos da nossa Nacionalidade, só é verdadeiramente reforçada em 1294, (8 de Maio) ano em que D. Dinis lhe concede carta de foral que, entre outros aspectos, define os primeiros limites geográficos do concelho. Um ano depois (17 de Setembro) o mesmo monarca concede-lhe carta de feira, do mesmo tipo da Covilhã, mas com a particularidade de obrigar que a referida feira se realizasse depois da de Mogadouro e antes da de Mirandela; a carta de feira foi novamente passada por D. João I, a 13 de Janeiro de 1401.
Foi ainda D. Dinis que em 1320 mandou reconstruir o seu castelo. A forma como Rui de Pina, na Crónica de Dinis, descreve esta reconstrução tem levantado algumas dúvidas de interpretação, uma vez que permite levantar a hipótese de a localidade árabe não se ter situado no local onde se encontra a actual Alfândega da Fé: “Ano de 1320. Povoou de novo e fez os castelos de Vinhais, Vila Flor, Alfândega, que mudou para o lugar onde agora está que se chamava antigamente cabeço de S. Miguel”.
Em 1385 D. João I obrigou os moradores de Alfândega da Fé a trabalhar na reconstrução dos muros de Torre de Moncorvo, talvez como “castigo” pelo facto de a vila ter tomado partido por Castela. Este seria também o primeiro monarca a passar por Alfândega da Fé, na viagem que no ano de 1396 o levou a Torre de Moncorvo e Bragança.
Outro dado relevante, ainda no século XV, é a criação, em 1498, da Misericórdia de Alfândega da Fé.
Dos séculos XVI a XVIII existem ainda menos dados históricos sobre a localidade e o seu concelho, sabendo-se que em 1510 D. Manuel I lhe concedeu novo foral, que altera os limites geográficos do concelho medieval, aumentando-o em área. No século XVI a vila estava despovoada, não possuindo sequer uma centena de fogos, (entende-se assim a simplicidade na construção da Ermida de S. Sebastião, hoje capela com o mesmo nome) situação que pouco se alterou pelo menos até à primeira metade do século XVIII, uma vez que a sua população, na época, não ia ainda além dos 150 vizinhos.
Luís Álvares de Távora intitulava-se então senhor de Alfândega. É desse tempo a construção da ponte de Zacarias e seguramente o princípio do fim da povoação com o mesmo nome, a acreditar num documento do século XIX que refere a forma como a família dos Távora conseguiu os terrenos daquela zona. Dos Távora restam poucos elementos da sua presença no concelho: a casa que possuíam na vila foi sendo transformada com o passar dos anos e o que resta não revela grande traça arquitectónica, merecendo apenas registo aquilo que se supõe ser o campanário da capela, actualmente na Capela de S. Sebastião e o portal da entrada, também deslocado para uma casa particular; existe ainda um brasão picado (de Bispo) que pode ter pertencido à mesma família.
Pelo que se deduz da leitura de algumas passagens do Tombo dos Bens do Concelho (1766), o castelo da vila terá sido destruído entre os séculos XVII e XVIII, sendo a pedra (xisto), utilizada para construir habitações; restou aquilo que hoje se chama Torre do Relógio e que constitui o ex-líbris da localidade.
A vila e o seu concelho ganharam novo folgo a partir da segunda metade do século XVIII, em boa parte pelo incremento da criação do bicho da seda, que no século seguinte, em 1870, atingiu o seu auge, com uma produção de 17,2 toneladas!
A par da agricultura, que ainda hoje se mantém como a mais importante actividade económica do concelho, foram-se desenvolvendo algumas indústrias artesanais, (quase todas extintas na actualidade), como a moagem de cereais, os pisões do linho, o fabrico da cal e da telha, os lagares de azeite e a cestaria (estas duas últimas actividades ainda existem, a primeira em termos modernos e industriais e a segunda como actividade artesanal).
Este moderado desenvolvimento (inclusive demograficamente, uma vez que entre 1862 e 1920 a população da vila andou sempre pelos mil habitantes e a do concelho até decaiu dos nove para os oito mil) manteve-se durante o século passado e a primeira metade do nosso, quer no respeitante aos aspectos económicos, sobretudo na agricultura, com a proliferação das “Quintas” e o aproveitamento da vinha durante o período em que a Região Demarcada do Douro abrangia uma parte significativa do concelho, quer ainda na construção de algumas infra-estruturas, sendo disso exemplos a construção da estrada distrital que ligava a Macedo de Cavaleiros, a construção da cadeia municipal (1871) e a ampliação dos Paços do Concelho, que são os actuais, a reconstrução das pontes de Zacarias e do Arquinho (1864), a construção da ponte de Alváz (1884), da primeira escola primária (1866), do cemitério (1882), o calcetamento de várias ruas da vila (1884/85) e a reconstrução da Torre do Relógio (1884),
A primeira rede de água domiciliária, na vila, veio mais tarde, nos anos trinta do nosso século, e seria ainda por essa altura que se construiria a Central Eléctrica e as “fossas sépticas”, que serviam igualmente apenas a sede do concelho.
As vias municipais asfaltadas surgiram bem mais tarde, assim como a recuperação da antiga estrada distrital (já transformada em nacional) e a nova ligação a Macedo de Cavaleiros, pela serra de Bornes (anos 60).
Politicamente, o século XIX teve momentos bastante importantes, alguns dos quais bem agitados. As primeiras Posturas Municipais são de 1838/39, em pleno período “Setembrista” e as de 1821 constituem um exaustivo trabalho jurídico digno de registo.
Logo em 1822 foi criada a Sociedade Patriótica, de inspiração liberal, mas as crises políticas do primeiro liberalismo, até à Regeneração, foram localmente lideradas pelo Morgado de Vilarelhos, Bacharel Francisco António Pereira de Lemos, que para além de ter sido Presidente da Câmara em vários mandatos foi deputado às Cortes. Era “Setembrista” convicto e dele ficaram algumas memórias que definem um carácter forte e influente, ao mesmo tempo que conseguia granjear apoios junto da população mais pobre do concelho. Um neto seu, Joaquim Cândido de Mendonça, seria mais tarde o fundador da primeira Comissão Municipal Republicana, em 1908; jovem ainda, a iniciar igualmente o conhecimento das leis lá por Coimbra, acabaria por não ver nascer a República, tendo falecido uns dias antes, ao tentar salvar um empregado que caiu a uma cuba de vinho.
Mas o século XIX escreveu também a página mais negra da história do concelho de Alfândega da Fé.
Depois de mais duas alterações dos limites do concelho, em 1852 e 1855 (esta última corresponde à situação actual), acabaria por ser extinto por decreto de 24 de Outubro de 1895, por razões meramente políticas e administrativas, como veio a provar-se.
A revolta da população foi generalizada e em alguns casos violenta. Vale a pena referir dois nomes que se destacaram na defesa da restauração do concelho: o Dr. Ricardo d’Almeida, natural de Vila Flor, mas a exercer medicina em Alfândega da Fé, que assinou um manifesto que foi um verdadeiro apelo à luta (reflectindo já algumas ideias republicanas que circulavam no concelho) e o Pe. Manuel Pessanha, que em 1897 publicou um livro intitulado “Alfândega da Fé” no qual, demonstrando a importância da história do município, denuncia as razões puramente políticas da sua extinção, reclamando do novo governo então formado, a sua restauração. Assim veio a acontecer, no dia 18 de Janeiro de 1898.
Mas a afronta não foi esquecida e essa é certamente a explicação para o rápido desenvolvimento e até organização dos ideais republicanos no concelho. E se o jovem Joaquim Mendonça não pôde assistir à proclamação da República na sua terra, o que aconteceu a 9 de Outubro de 1910, lá figura, no respectivo Auto, a assinatura do Dr. Ricardo d’Almeida, entre as de muitos outros que estiveram na primeira linha da luta pela restauração do concelho em 1895/98!
O concelho mantém hoje os mesmos limites, que vão da serra de Bornes até ao rio Sabor e do planalto de Castro Vicente até ao vale da Vilariça, num total de 310 quilómetros quadrados distribuídos por uma impressionante e surpreendente diversidade de paisagens e de micro-climas que permitem culturas agrícolas tão diferentes como a oliveira, a amendoeira, as cerejeiras, os cereais, a vinha e vários tipos de floresta, actividades que são servidas pelas barragens da Esteveinha, Salgueiro, Burga e Camba.
Do seu património histórico-cultural destacam-se a Pedra de Revides, o Solar de Vilarelhos, o Castro da Marruça e outros, a igreja de Sambade, a Capela de S. Bernardino, em Gebelim, a Torre do Relógio e algumas casas brasonadas, para além do Santuário Mariano de Cerejais, obra mais recente mas muito visitada.
No campo da ourivesaria religiosa existem várias peças de valor, já estudadas, merecendo especial referência a Cruz de Prata de Valverde, do século XVI.
O concelho dispõe hoje de boas condições de vida ao nível dos acessos, do abastecimento de água e da rede de saneamentos básicos, com praticamente toda a população servida com estes serviços, para além de importantes infra-estruturas melhoradas, ou de construção recente, como o Hospital-Centro de Saúde, o Lar e Infantário da Misericórdia, os Bombeiros Voluntários, a Zona Industrial, a Biblioteca Municipal e o Complexo Desportivo da ARA, o Mercado Municipal, a Estalagem da Serra de Bornes e o Parque de Usos Múltiplos.
A par da feira quinzenal, cuja existência resulta da antiga feira medieval, realiza-se a feira anual da Cereja, (durante a primeira quinzena de Junho) inserida no programa da festa com o mesmo nome e que actualmente constitui o mais importante cartaz turístico do concelho. Nem seria de esperar outra coisa na terra que tem um dos maiores cerejais da europa e produz cereja da melhor qualidade. Mas em matéria de turismo não pode deixar de se referir a festa das Amendoeiras em Flor e a caça, bem como as inúmeras festas de Verão que se realizam em todo o concelho nos meses de Agosto e Setembro, com destaque para a festa do Mártir S. Sebastião, na vila.
Uma passagem por terras de Alfândega da Fé terá todos estes ingredientes históricos, patrimoniais, paisagísticos e humanos; junte-se-lhe a gastronomia, a doçaria e um puro queijo de ovelha com marmelada. É uma receita verdadeiramente irresistível!

In ANAFRE
 

Membros

  • Alfândega da Fé
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  • João Nunes
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  • Julio Ferreira Milheiro Nunes

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PARTIDOS POLÍTICOS



As eleições autárquicas portuguesas de 2009 serão realizadas no dia 11 de Outubro. Nestas eleições serão eleitos 308 presidentes de câmaras municipais e eleitos 4257 presidentes de juntas de freguesia e as respectivas assembleias.

Lista de partidos políticos em Portugal

Lista de partidos e coligações activas

Com representação parlamentar na legislatura 2005-2009

BE - Bloco de Esquerda - Fundado em 1998 depois da fusão entre o Partido Socialista Revolucionário (PSR) (trotskista), União Democrática Popular (UDP) (marxista-leninista-estalinista), o Política XXI (PXXI) (marxista-leninista) e a Frente de Esquerda Revolucionária (Ruptura/FER) (trotskista), o Bloco de Esquerda assumiu-se como um movimento de ruptura dentro do panorama político português. Abordando questões fracturantes, como os direitos dos homossexuais ou a despenalização das drogas leves, o partido cresceu, sobretudo nos meios urbanos. Nos últimos anos, perdeu uma parte do verbalismo que o caracterizava e aproximou-se mais do perfil dos partidos tradicionais. Apesar de não se assumir como líder, Francisco Louçã é a figura mais destacada do partido. O Bloco de Esquerda conta actualmente com oito deputados na Assembleia da República.

CDS-PP - Partido Popular - Fundado em 1974, o CDS é o partido mais à direita do Parlamento. Foi liderado por Diogo Freitas do Amaral e Adriano Moreira, entre outros. Depois de ter atravessado várias correntes ideológicas, o CDS voltou às origens e voltou a definir-se como um partido democrata-cristão. Tendo como pilares a defesa dos valores tradicionais de família e ao mesmo tempo a economia de mercado, o CDS é um partido que tem a sua base de apoio na classe média, principalmente nas regiões rurais a norte do país. O líder do partido é Paulo Portas. O CDS-PP conta actualmente com doze deputados na Assembleia da República.

PCP - Partido Comunista Português - Fundado em 1921, é o partido mais antigo e com a história mais longa. Fundado enquanto secção da Internacional Comunista, tornou-se na referência ideológica do operariado. Depois da ascensão da ditadura militar e mais tarde do regime ditatorial de Salazar, passou a trabalhar na clandestinidade e funcionou durante décadas como a única força organizada de resistência ao regime, apesar das vagas de repressão. O seu líder histórico foi Álvaro Cunhal. Tendo desempenhado um papel maior durante a Revolução de Abril, a queda do bloco socialista do leste da Europa enfraqueceu o partido, que no entanto conta ainda com uma influência maior junto do movimento sindical e nas regiões rurais do Alentejo e junto do operariado da cintura industrial de Lisboa. O Secretário-Geral do partido é Jerónimo de Sousa. O PCP conta actualmente com doze deputados na Assembleia da República.

PEV - Partido Ecologista "Os Verdes" - Fundado em 1982, concorreu sempre em coligação com o PCP na Coligação Democrática Unitária. Apesar de ser um partido com uma reduzida influência social, tem um grupo parlamentar de dois deputados e conta com uma intervenção nas áreas do ambiente e da ecologia.

PPD/PSD - Partido Social Democrata - Fundado em 1974 por um grupo de deputados afectos à "Ala Liberal" da Assembleia Nacional é um partido social-democrata, centrista, que, de modo peculiar, no caso português, combateu o colectivismo económico e os movimentos totalitários marxistas, subsequentes à Revolução de 25 de Abril de 1974. Entre os líderes históricos encontram-se Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Aníbal Cavaco Silva. Tem alternado com o Partido Socialista na chefia dos destinos do país, ora sozinho ora em coligações, tendo maior apoio no norte. É liderado por Manuela Ferreira Leite e conta com 75 deputados na Assembleia da República.

PS - Partido Socialista - Fundado em 1973, à semelhança do Partido Social Democrata, é um partido de tradição social-democrata em Portugal, apesar de uma série recente de desvios para o centro, à semelhança do Partido Trabalhista do Reino Unido. O seu líder histórico é Mário Soares e actualmente é liderado por José Sócrates, que é também o primeiro-ministro. Possui a maioria na Assembleia da República, com 121 deputados em 230.

Outros partidos sem representação parlamentar

PCTP/MRPP - Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses
PDA - Partido Democrático do Atlântico
PH - Partido Humanista
POUS - Partido Operário de Unidade Socialista
PND - Partido da Nova Democracia
PNR - Partido Nacional Renovador

Partidos que não concorreram às legislativas de 2005

MMS - Movimento Mérito e Sociedade - As principais medidas deste Partido estão enumeradas no Manifesto Mérito e Sociedade e publicadas num livro "Mudar Portugal - A Revolução Inteligente" (Partido oficialmente constituído em Abril de 2008)
MEP - Movimento Esperança Portugal (Partido oficialmente constituído em Julho de 2008)
MPT - Partido da Terra (concorreu nas listas do PSD, como tal não forma grupo parlamentar)
PPM - Partido Popular Monárquico (concorreu nas listas do PSD, como tal não forma grupo parlamentar)
PSR - Partido Socialista Revolucionário (integrado no Bloco de Esquerda)

Lista de partidos e coligações extintas da III República

AD - Aliança Democrática - (Coligação entre o PSD, o CDS/PP e o PPM)
AOC - Aliança Operário-Camponesa
APU - Aliança Povo Unido - (Coligação entre o PCP e o MDP)
ASDI - Associação Social-Democrata Independente (Concorreu em 1979 e 1980 em coligação com o PS)
FEPU - Frente Eleitoral Povo Unido - (Coligação entre o PCP, o MDP e a FSP)
FRS - Frente Republicana e Socialista (Coligação entre o PS, a ASDI e a UEDS; concorreu em 1980)
FSP - Frente Socialista Popular (integrou a coligação FEPU com o PCP e o MDP)
LCI - Liga Comunista Internacionalista (Deu origem ao PSR)
LUAR - Liga de Unidade e Acção Revolucionária
MDP - Movimento Democrático Português (Plataforma de antifascistas antes do 25 de Abril, mais tarde tornou-se um partido e concorreu sozinho ou coligado com o PCP por diversas vezes)
MES - Movimento de Esquerda Socialista
MUT - Movimento para a Unidade dos Trabalhadores (Concorreu às legislativas de 1995)
OCMLP - Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa
PCP(m-l) - Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista)
PCP(R) - Partido Comunista Português (Reconstruído)
PDC - Partido da Democracia Cristã
PRD - Partido Renovador Democrático
PSN - Partido da Solidariedade Nacional
PUP - Partido da Unidade Popular
UEDS - União da Esquerda para a Democracia Socialista

Lista de partidos e agremiações política durante o Estado Novo

UN - União Nacional - o partido único do regime salazarista, fundado em 1932, e que em 1969 seria redesignado:
ANP - Acção Nacional Popular, extinta após o 25 de Abril de 1974.
Ala Liberal - conjunto parlamentar eleito nas listas da ANP, que pretendia reformar internamente o regime.
MUD - Movimento de Unidade Democrática
MUNAF - Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista
MDP/CDE - Movimento Democrático Português/Comissão Democrática Eleitoral
PCP - Partido Comunista Português - na clandestinidade.
Resistência Republicana e Socialista - grupo liderado por Mário Soares.

Lista de partidos e agremiações políticas durante a I República

PRP - Partido Republicano Português, que originou várias divisões:
Partido Democrático
Partido Republicano da Esquerda Democrática
Partido Reformista
Partido da União Republicana (União Republicana ou Partido Unionista)
Partido Republicano Evolucionista (Partido Evolucionista)
Partido Centrista Republicano
Partido Popular
Partido Radical
Partido Liberal Republicano (reunião de evolucionistas e unionistas)
União Liberal Republicana
Partido Republicano da Reconstituição Nacional (Partido Reconstituinte)
Partido Republicano Nacionalista (reunião de liberais, reconstituintes e sidonistas)
Partido Nacional Republicano («Partido Sidonista»)
Integralismo Lusitano
Centro Académico da Democracia-Cristã (do qual foram membros Oliveira Salazar e Manuel Gonçalves Cerejeira)
União Católica
Centro Católico Português
Cruzada Nun'Álvares
União Cívica (grupo da Seara Nova)
Partido Socialista Português
PCP - Partido Comunista Português - fundado em 6 de Março de 1921.

Lista de partidos e agremiações políticas durante a Monarquia Constitucional

Partido Regenerador (1851)
Partido Regenerador Liberal (Partido Franquista, 1903)
Partido Nacionalista (1903)
Partido Progressista (1842), redesignado Partido Progressista Histórico (ou apenas Partido Histórico, 1852)
Partido Reformista (1862)
Da fusão dos dois anteriores resultou o novo:
Partido Progressista (Pacto da Granja, 1876)
Dissidência Progressista (1905)
PRP - Partido Republicano Português
PSP - Partido Socialista Português, depois chamado
Partido dos Operários Socialistas de Portugal
Partido Socialista Operário Português

Lista de partidos e agremiações políticas durante o primeiro liberalismo

Cartistas - de tendência conservadora, predecessores do Partido Regenerador;
Vintistas - de tendência radical, a partir de 1836 chamados Setembristas (devido à Revolução de Setembro) ou Arsenalistas, e redesignados em 1842 como Progressistas.

PARTIDO SOCIALISTA


O Partido Socialista (PS) português foi fundado em 19 de Abril de 1973 na cidade alemã de Bad Münstereifel, por militantes da Acção Socialista Portuguesa.

O PS é caracterizado por duas correntes ideológicas principais, a social-democracia e o trabalhismo.

Após a Revolução do 25 de Abril, o PS ganhou as eleições de 1975 para a Assembleia Constituinte e as eleições de 1976 para a Assembleia da República, perdendo a seguir para a AD nas eleições de 1979.

Em 1980, fez uma aliança eleitoral, a Frente Republicana e Socialista (FRS), com a Associação Social-Democrata Independente (ASDI) liderada por Sousa Franco e a União da Esquerda para a Democracia Socialista (UEDS) liderada por Lopes Cardoso.

Voltou a vencer as eleições em 1983 e coligou-se com o Partido Social Democrata (PSD) de Mota Pinto no chamado Bloco Central, governo esse que preparou a entrada de Portugal na CEE. Em 1985 o Bloco Central desfaz-se e o PS, na altura liderado por Almeida Santos, perde as eleições. Cavaco Silva do PSD vence as eleições e volta a vencer em 1987 contra Vítor Constâncio e em 1991 contra Jorge Sampaio, sendo estas duas com maioria absoluta.

Só em 1995 o PS, então liderado pelo engenheiro António Guterres, vence com maioria relativa feito esse que volta a acontecer em 1999. As eleições de 2002, subsequentes à renúncia de António Guterres ao cargo de Primeiro-Ministro, em 2001, dão a vitória ao PSD.

Depois de uma grave crise económica e de falta de liderança no governo e no PSD, as eleições de 2005 dão vitória ao PS liderado, por José Sócrates, com ampla maioria absoluta, sendo a primeira do PS desde o 25 de Abril.

Desde a Revolução de 25 de Abril de 1974, o PS fez várias vezes parte do governo e dois dos seus militantes (Mário Soares e Jorge Sampaio) foram eleitos Presidentes da República.

O PS é membro da Internacional Socialista e do Partido Socialista Europeu.

A organização de jovens do Partido Socialista português chama-se Juventude Socialista.

PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA

O Partido Social Democrata (PSD) é um partido político português, fundado em 6 de Maio de 1974, por Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota sob o nome Partido Popular Democrático (PPD). Foi legalizado em Janeiro de 1975. Sozinho ou em coligação, o PSD tem formado diversos governos da III República Portuguesa.
Francisco Sá Carneiro durante vários anos combateu a ordem estabelecida após a revolução dos cravos, visto que queria o Governo e o Parlamento, e não o Conselho da Revolução e a Assembleia do Movimento das Forças Armadas, como órgãos de soberania.

Sá Carneiro venceu as legislativas de 1979 em coligação com o CDS de Diogo Freitas do Amaral e o PPM de Gonçalo Ribeiro Telles (a coligação chamava-se Aliança Democrática), mas o seu governo foi de curta duração: Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias trágicas e nunca, até hoje, completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto de Lisboa, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, bem como a sua companheira Snu Abecassis, para além de assessores, piloto e co-piloto. Nesse mesmo dia, Sá Carneiro gravara uma mensagem de tempo de antena onde exortava ao voto no candidato apoiado pela AD, ameaçando mesmo demitir-se caso Soares Carneiro perdesse as eleições (o que viria de facto a suceder três dias mais tarde, sendo assim o General António Ramalho Eanes reeleito para o seu segundo mandato presidencial). Dada a sua trágica morte, pode-se muito bem especular sobre se teria ou não demitido em função dos acontecimentos subsequentes... Ainda hoje há duas teses relativas à sua morte: a de acidente (eventualmente motivado por negligência na manutenção de um avião que não era novo), ou a de atentado (nesse último caso, desconhecendo-se quem o perpetrara e contra quem teria sido ao certo - Sá Carneiro ou Amaro da Costa).

Nos anos seguintes o PSD é liderado por Francisco Pinto Balsemão (1981-1983), que assumiu o governo umas semanas após a morte de Sá Carneiro, Nuno Rodrigues dos Santos (1983-1984) e Carlos Mota Pinto (1984-1985), já na oposição.

Em 1985, num histórico congresso realizado na Figueira da Foz, Aníbal Cavaco Silva, que havia sido Ministro das Finanças do Governo de Sá Carneiro, vence a corrida à liderança do partido, quando inicialmente nem sequer era candidato.

O PSD venceria as eleições legislativas de 1985, sem maioria absoluta. Os projectos do Governo necessitavam de equilíbrio com a terceira força parlamentar, o recém-criado Partido Renovador Democrático, inspirado pela figura política de Ramalho Eanes. Até 1987, o equilíbrio manteve-se, mas uma moção de censura, nesse último ano, fez cair o governo minoritário do PSD.

Convocadas eleições legislativas antecipadas, o PSD torna-se então o primeiro partido político português a atingir a maioria absoluta parlamentar após o 25 de Abril. Cavaco Silva viria a obter nova maioria absoluta nas legislativas de 19 de Julho de 1991 para mais quatro anos.

Cavaco sairia da liderança partidária em 1995, sendo então eleito para lhe suceder o então ministro da Defesa, Fernando Nogueira. Um fraco resultado nas legislativas de Outubro desse ano provocaria a sua demissão. Marcelo Rebelo de Sousa assume então a liderança, por um período de 3 anos.

Em 1999, Durão Barroso, que fora ministro de Cavaco Silva e que regressara a Portugal após a conclusão do seu doutoramento nos E.U.A., é eleito como seu sucessor. O PSD consegue várias vitórias, em especial nas autárquicas de Dezembro de 2001, o que provoca a demissão de António Guterres do cargo de primeiro-ministro. Convocadas eleições antecipadas para Abril de 2002, o PSD vence, embora sem maioria absoluta, tendo de recorrer a uma coligação com o CDS-PP de Paulo Portas.

Em Junho e Julho de 2004 a crise na escolha de candidatos para a presidência da Comissão Europeia faz com que surja um convite a Durão Barroso para aceitar concorrer ao cargo. Durão pondera e decide apresentar a sua demissão de primeiro-ministro ao presidente da República, Jorge Sampaio, que convida o seu entretanto eleito sucessor na liderança partidária, Pedro Santana Lopes, para o cargo de líder do governo, o que provoca a demissão do líder do Partido Socialista, Eduardo Ferro Rodrigues.

Abalado por crises e instabilidade, o governo de Santana cai após apenas quatro meses, por iniciativa de Jorge Sampaio, que decide convocar eleições antecipadas para Fevereiro de 2005. Estas eleições legislativas de 2005 seriam ganhas pelo Partido Socialista, então recém-liderado por José Sócrates (curiosamente, um antigo militante do PSD).

O líder seguinte foi Luís Marques Mendes, eleito no congresso de Pombal, após Pedro Santana Lopes ter convocado um congresso extraordinário na sequência da derrota nas eleições legislativas. Porém, Marques Mendes sofreu uma intensa oposição interna e acabou por ser vencido por Luís Filipe Menezes em 28 de Setembro de 2007, em eleições directas. Este, foi líder da Comissão Política Nacional do PSD entre 28 de Setembro de 2007 e 18 de Abril de 2008, tendo apresentado a sua demissão devido a pressões constantes sobre a sua liderança, originadas pela oposição interna. Sucedeu-lhe, então, Manuela Ferreira Leite, eleita em 31 de Maio de 2008, com 37,6 % dos votos. Em segundo lugar das directas do partido ficou Pedro Passos Coelho, com 31,7 % dos votos, seguindo-se Pedro Santana Lopes, com 29,8 % e Patinha Antão, com 0,7 % dos votos. Manuela Ferreira Leite, antiga Ministra da Educação em Governos do Presidente da República Cavaco Silva e Ministra das Finanças - e número dois do Governo - durante o mandato do Presidente da Comissão Europeia (Durão Barroso) à frente dos detinos de Portugal, pretende o retorno do PSD à sua matriz Social-Democrata, que é uma ideologia política de Esquerda Democrática, conforme descreveu na campanha.

ALFÂNDEGA DA FÉ

Alfândega da Fé é uma vila portuguesa, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 000 habitantes. É sede de um município com 321,96 km² de área e 5 524 habitantes (2006), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Macedo de Cavaleiros, a leste por Mogadouro, a sul por Torre de Moncorvo e a oeste por Vila Flor.
Densidade pop.(hab./km2)
20.4
Superfície (km2)
321.9
Feriado municipal
29 de JunhoAspectos Geográficos
O concelho de Alfândega da Fé, do distrito de Bragança, está limitado pelos concelhos de Macedo de Cavaleiros a norte, com o qual reparte a centralidade no distrito, Mogadouro a este, a sul por Torre de Moncorvo, a oeste tem Vila Flor e a noroeste Mirandela.
Tem uma área de 321,9 km2 distribuída por 20 freguesias: Agrobom, Alfândega da Fé, Cerejais, Eucísia, Ferradosa, Gebelim, Gouveia, Parada, Pombal, Saldonha, Sambade, Sendim da Ribeira, Sendim da Serra, Soeima, Vale Pereiro, Vales, Valverde, Vilar Chão, Vilarelhos e Vilares de Vilariça.
Em 2005, o concelho apresentava uma população de 5746 habitantes.
O natural ou habitante de Alfândega da Fé denomina-se alfandeguense.
O concelho é bastante acidentado, situado na vertente sudeste da serra de Bornes e é atravessado pelos vales do Rio de Zacarias na área central, do rio Bornes no limite com Mogadouro e da ribeira de Vilariça na fronteira Vila Flor.

História e Monumentos
Alfândega (da Fé) é um nome de origem árabe dado à localidade entre os secs VIII e IX. Este povoado primitivo só foi transformado em concelho medieval no sec. XIII por foral de D. Dinis e reconfirmado no sec. XVI por D. Manuel.
Do património arquitectónico do concelho destacam-se os seguintes monumentos: os Castelos de Felgueiras em Agrobom, de Gouveia, de Sendim da Ribeira, de Alfândega da Fé e de Picões (séc. XVIII), em Eucísia; as Igrejas Matriz de Agrobom, Matriz de Sambade (séc. XVIII) e Matriz de Sendim da Ribeira (séc. XVII); as Capelas de Santa Eufémia, de Nossa Senhora de Jerusalém (séc. XIX) em Sendim da Serra, de Santo Antão em Vilarelhos, de São Bernardino em Ferradosa e de São Sebastião (séc. XVIII) em Alfândega da Fé; os Solares do Morgado de Vilarelhos (séc. XVII) e de Santa Justa em Eucísia; os Santuários de Nossa Senhora dos Anúncios em Vilarelhos e do Imaculado Coração de Maria nos Cerejais; o Cruzeiro de Gouveia (séc. XIX); a Torre do Relógio em Alfândega da Fé; os diferentes castros e as pontes medievais.

Tradições, Lendas e Curiosidades
A origem da palavra Alfândega vem do árabe Alfandagua que significa estalagem segura. A palavra Fé surge, segundo a lenda, da libertação das donzelas. Havia naquelas paragens um rei muçulmano que obrigava as pessoas das vilas vizinhas a pagarem, como feudo, umas tantas donzelas. A população do concelho, cansada de tal arrogância, pegou em armas e, conjuntamente com o povo das terras vizinhas, lutou contra o mouro, acabando por matá-lo e aos seus soldados. Assim terminou o tributo e viveram em tranquilidade.
Romarias importantes: Festa do Mártir S. Sebastião, no segundo domingo de Agosto, em Gebelim; a Festa de S. Bernardino de Sena, a 9 de Setembro, em Sambade; a Festa de Nossa Senhora das Neves, no terceiro domingo de Agosto, em Parada; a Festa de Santo Antão da Barca, no primeiro domingo de Setembro, em Vilarelhos; a Festa de Nossa Senhora dos Anúncios a 11 e 12 de Agosto; e, em Sendim da Serra, a Festa a Nossa Senhora de Jerusalém. Anualmente realiza-se a Festa da Amendoeira em Flor (Fevereiro/Março) e a Festa da Cereja (primeira quinzena de Junho). Tem feiras mensais nos dias 17 e último dia do mês na freguesia da sede do concelho e no primeiro domingo em Sambade.
Tem o feriado municipal a 29 de Junho.
No artesanato típico confeccionam-se cestas de verga e canastras, trabalhos em couro, trabalhos na forja, colchas de linho e de lã.

Economia
Economicamente é um concelho agrícola, já que o vale em que se encontra situado é muito fértil. É um concelho que se dedica, essencialmente, à produção de amêndoa, cereja, castanha, sobreiro, produtos hortícolas e à criação de gado ovino e caprino. A indústria tem pouca expressão na economia do concelho, prevalecendo as pequenas empresas ligadas à construção civil, ao ramo alimentar e ao ramo da madeira e cortiça. Um ramo económico em desenvolvimento é o do turismo, pois o concelho possui condições para prática da caça, pesca e desportos fluviais.



Gravuras rupestres de Alfândega da Fé

Próximo da margem esquerda da Ribeira da Vilariça, integrando a freguesia de Eucisia, foram identificadas duas placas xistosas de grandes proporções, contendo na sua superfície lisa uma divesificada sequência de motivos rupestres gravados.
A pedra de maiores dimensões atinge os cinco metros de altura e tem três metros de largura. Encontra-se profusamente decorada com motivos martelados ou picados, lendo-se nela uma esquemática figuração humana, bem assim como motivos em "ferradura" completados por pequeno círculo central.
As gravuras feitas pelo método de incisão aparecem de forma linear e geometrizante, identificando-se escadas e quadrículas, triângulos e setas, embora o seu significado real permaneça uma incógnita.
A outra placa, de menores proporções, é preenchida por sinalética agrupada em duas partes. Quatro escadas e um triângulo constituem uma delas, enquanto a outra apresenta sete sinais sugerindo uma escrita arcaica.
Estas gravuras são de cronologia incerta. No entanto, por análise da técnica pode-se afirmar que as gravuras marteladas são mais antigas do que as que foram obtidas pelo método de incisão. As primeiras poderão ser atribuídas ao período Neolítico (entre 10 000 e 3500 a. C.), enquanto as gravuras por incisão serão atribuíveis à Idade do Ferro (aproximadamente entre o século VII e III a. C.).
 
 

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