ALFANDAGH

Vila de Alfândega da Fé

FÓRUM CÍVICO , COMUNIDADE DE IDEIAS, ARTE, FOTOGRAFIA, PATRIMÓNIO, DESPORTO ENFIM CIDADANIA

DIA DA EUROPA

Em 9 de Maio de 1950, Robert Schuman apresentou uma proposta de criação de uma Europa organizada, requisito indispensável para a manutenção de relações pacíficas. Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia.
Actualmente o dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu (Dia da Europa) que, juntamente com a bandeira, o hino, a divisa e a moeda única (o euro), identifica a identidade política da União Europeia. O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.

Mensagens de blog

Alfândega da Fé

Boas-vindas

Bem-vindos à rede social e participa.

Postado por Alfândega da Fé em 29 março 2009 às 17:09

Ara

Parabéns

A todos os sócios; treinadores e atletas um feliz 2009

Postado por Ara em 1 janeiro 2009 às 13:00

João Nunes

Parabéns


Espaço imaginativo e de cidadania

Postado por João Nunes em 30 dezembro 2008 às 22:56 ‚Äî 1 Comentário

TIRAR DÚVIDAS DA LÍNGUA PORTUGUESA E SONDAGEM

Fórum

Alfândega da Fé

ELEIÇÕES AUTARQUICAS 2009 2 respostas 

Iniciado por Alfândega da Fé. Última resposta de Alfândega da Fé 4 Maio.

João Torres

Revista Sábado... 1 resposta 

Iniciado por João Torres. Última resposta de Sandra Rocha 20 Fev.

Música

Notas

GALERIA DE ARTE

<b>JAMES ENSOR</b> Artista - James Ensor (1860-1949) nasceu em 1860, em Ostende, Bélgica. O pai James Frederic Ensor é um engenheiro de origem inglesa. A mãe, Maria Catharina Haegheman, pertence a uma modesta família local e é dona de uma loja de souvenirs, artigos orientais, conchas e máscaras de carnaval. Ensor ficou particularmentContinuar

Criado por Alfândega da Fé 29 Jun 2009 at 12:06. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 29 Jun.

ELEIÇÕES EUROPEIAS: 7 de Junho 2009

ELEIÇÕES EUROPEIAS CONSULTE SITE Continuar

Criado por Alfândega da Fé 5 Mar 2009 at 17:06. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 5 Mar.

CRONOLOGA DO 25 de ABRIL

O 25 de Abril

Os acontecimentos deste dia revelam que o Movimento das Forças Armadas estava organizado e que era mais do que uma organização corporativista. Os miltares da Revolução preconizaram um momento da História Portuguesa, com milhares de outros protagonistas anónimos

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Criado por Alfândega da Fé 1 Mar 2009 at 17:42. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 1 Mar.

Alfândega da Fé

Olá Continuar

Criado por Alfândega da Fé 24 Dez 2008 at 20:11. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 24. Dez, 2008.

Início de Notas

Welcome! To view all notes, click here. Continuar

Criado por Alfândega da Fé 16 Dez 2008 at 16:12. Atualizado pela última vez por Alfândega da Fé 16. Dez, 2008.

CINEMA E HISTÓRIA

OPERAÇÃO VALQUÍRIA
Desconte o heroísmo que o roteiro de "Operação Valquíria" reserva para o papel de Tom Cruise e você terá um grande filme de ação e, principalmente, de estratégia. É claro que em termos históricos o filme agrada, mas a opção por deixar de lado a complexidade do coronel Claus von Stauffenberg, nazista arrependido obcecado Com a idéia de matar Hitler, sugere cuidado na avaliação da trama.



Após uma intensa campanha publicitária no Brasil, que contou inclusive com a própria presença de Tom Cruise, o filme Operação Valquíria estreou bem nos cinemas brasileiros e conquistou, de quebra, a crítica em geral. O filme conta a história de Claus von Stauffenberg (Tom Cruise), um coronel que retorna à Alemanha gravemente ferido, devido à guerra na África. Ao chegar ele se envolve em uma conspiração para acabar com o governo local, que tem por objetivo matar Adolf Hitler (David Bamber). O objetivo do grupo é pôr em prática a Operação Valquíria, um plano já existente que prevê a implementação de um governo que conduza a Alemanha após a morte de seu líder. Aos poucos o coronel Claus ganha destaque na organização, sendo encarregado para que cometa o assassinato de Hitler.

Ao contrário das grandes produções de Hollywood, Operação Valquíria (Valkyrie, no original) não se destaca por grandes explosões, perseguições ou seqüências repletas de efeitos especiais. E isso é reflexo da direção sóbria de Bryan Singer, que já havia feito ótimos trabalhos, como X-Man e Superman. Singer é absoluto em seu filme. Cadenciado com altas doses de tensão (que faz lembrar muito o filme "Domingo Sangrento"), o filme convence o espectador de que é possível matar o Fuhrer, mesmo sabendo que não foi esse o desfecho do plano. Destaque também para a fotografia que é marca nos filme do diretor e para a qualidade do elenco. Como história, Operação Valquíria não é tão majestoso, mas como cinema é uma ótima pedida. Não perca!
Durante a II Guerra Mundial, após o começo da grande ofensiva aliada, um grupo de oficiais do alto escalão alemão planejou assassinar Adolf Hitler tentando por fim ao regime nazista.

Na manhã do dia 20 de julho de 1944, durante uma conferência presidida por Hitler sobre estratégias militares, um de seus oficiais, o coronel Claus Schenk Graf von Stauffenberg, sai da conferência deixando uma bomba que em poucos minutos é detonada. Infelizmente o bunker totalmente de concreto, chamado Toca do Lobo (em alemão: Führerhauptquartier Wolfsschanze), estava sendo reformado e a reunião acabou acontecendo num barracão.

Stauffenberg, que possuía sequelas da guerra (olho, braço e mão), carregou consigo duas pastas com 1 kg de explosivos cada uma, sendo que só conseguiu levar a sala de reunião onde ocorreu o atentado, apenas uma delas.

Hitler teve apenas ferimentos leves, ficou com uma lesão no braço direito.

Stauffenberg e outros auxiliares foram imediatamente fuzilados. Outros oficiais foram levados a um "simulado julgamento" sendo todos condenados a morte.

O documentário histórico esclarece definitivamente o motivo do atentado ter dado errado:

1 - a explosão ocorreu dentro de um barracão e não no bunker de concreto que estava sendo reformado.

2 - Stauffenberg usou um kg de explosivos ao invés de dois.

3 - A pasta que foi deixada próxima ao Führer foi afastada dele por um outro oficial alemão que participava da reunião.

4 - A mesa era de madeira maciça e serviu como antepara para a bomba.

A explosão não ocorreu no bunker o que seria suficiente para matar o Führer.

PORTUGAL: 25 de ABRIL DE 1974. GUERRA COLONIAL



COMEMORAÇÃO NA ESCOLA EB 2,3/S DE ALFÂNDEGA DA FÉ

Um recurso para Informação/Reflexão
Foi apresentado um site sobre a Guerra Colonial. É um excelente recurso para reflexão e trabalho colectivo.
DARWIN

DARWIN
Uma visita a fazer...
Vale a pena a visita à exposição sobre Darwin presente na Fundação Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, assim como, do site de apoio à mesma que pode ser visitado aqui.

CAFÉ HISTÓRIA

Dinheiro traz Felicidade?

Um estudo em diversos países da New Economics Foundation de Londres, um indicador do bem estar humano, tendo como parâmetros: esperança de vida, satisfação vital da população e eficiência ecológica.
Destacam os analistas que as diferenças de bem estar entre as nações são menores nos países de maior consumo, nas sociedades consumistas a luta por mais dinheiro e mais consumo prejudica a saúde mental e os laços sociais, existe o ranking dos países com maior grau de insatisfação.
O estudo pretende d…

Não estamos deixando informações para o futuro

Podemos ler papiros egipcios de millhares de anos, mas não conseguimos ler arquivos gravados em disquete há 20 anos.

Estamos começando a registrar tudo de forma digital, e para ler arquivos digitais precisamos de software compatível - se não existir software compatível e ninguém mais souber os códigos necessários para criá-lo, toda informação contida nestes arquivos está perdida.

Não estou criticando os computadores e os avanços que eles trouxeram, mas acredito que armazenamento de informação…

Honduras

O atual cenário político de Honduras relembra os golpes militares sofridos na América do Sul nas décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990, todos eles com a desculpa de retomar a democracia frente governos presidenciais ditos populistas ou, na pior das hipóteses, despreparados (e para tais termos sempre temos bons livros que os expliquem na prática política).
Se relembrarmos o período histórico daqueles anos, algo se assemelha: o grau de desenvolvimento do capital para as regiões em voga (o Brasil, por…

1ª Guerra Mundial: Porque um assunto essencial para entender o restante do século tem pouco espaço nos livros didáticos?

Quando abro um livro de história, principalmente de ens.Fund. vejo que a 1ªG.M. tem espaço para apenas algumas páginas, porque?. A meu ver, esse é um dos melhores assuntos do século passado, e para entender o resto, temos que saber todos os detalhes sobre esse assunto, talvez seja por isso que os alunos tem um pouco de dificuldade em entender as revoluções posterior, sito como exemplo a grande depressão, a 2ªG.M., que na verdade é a primeira com alguns detalhes a mais, Onazismo, fascismo, guerra…
 

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Alfândega da Fé adicionou um vídeo
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JAMES ENSOR Artista - James Ensor (1860-1949) nasceu em 1860, em Ostende, Bélgica. O pai James Frederic Ensor é um engenheiro de origem inglesa. A mãe, Maria Catharina Haegheman, pertence a uma modesta família local e é dona de uma loja de souveni...
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Os seniores tiveram uma primeira volta do campeonato bom mas a segunda volta é para esquecer! As camadas jovens tiveram uma boa participação.
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Prometer é fácil cumprir é que é difícil... e quem não cumpre tem que ser penalizado
maio 4
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DIA DA MÃE em Alfândega da Fé
3 maio 2009 o dia inteiro
Como talvez saibas, o Dia da Mãe foi oficialmente criado pela norte-americana Anna Jarvis, que perdeu a sua mãe em 1904. Mas a História deste dia começou muito antes, há mais de 2000 anos! As mais antigas celebrações do Dia da Mãe estão ligadas à ...
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9 de Maio - Dia da Europa em Alfândega da Fé
9 maio 2009 o dia inteiro
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abril 30
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1 maio 2009 o dia inteiro
1.º de Maio - Dia do Trabalhador Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em todo o mundo, o Dia do Trabalhador. As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX. Nessa época, abusava-se muito d...
abril 30

AUTARQUICAS 2009

Arquivo: Edição de 05-05-2009
SECÇÃO: Informação Regional
Médica e dirigente socialista candidata-se, novamente, à Câmara de Alfândega da Fé

Berta Nunes volta à carga
Sanear as finanças locais, fazer apostas “sérias” em sectores chave para a economia do concelho, elaborar o plano estratégico para a área do turismo, energias alternativas, políticas para a juventude e melhorar as acessibilidades foram as temáticas abordadas por Berta Nunes, durante a sua apresentação como candidata do PS à Câmara Municipal de Alfândega da Fé (CMAF).
A médica e responsável pelo Agrupamento de Centros de Saúde apresenta-se a mais uma corrida eleitoral, depois de ter perdido, há quatro anos, as eleições, por 57 votos, apenas. Mas, desta vez, a candidata garante que entrou em campanha “ para ganhar a Câmara”.
Berta Nunes centrou o seu discurso nas finanças locais, afirmado que a situação do município é “muito frágil e delicada, já que a dívida ronda os 16,5 milhões de euros, um montante que está a hipotecar o futuro do concelho”, denuncia.
Segundo a candidata, o município alfandeguense “está completamente paralisado”, já que os duodécimos servem “apenas” para pagar os vencimentos e outros encargos.
Apesar do elevado passivo, a responsável garante que o concelho não pode parar, pelo que “a dívida terá de ser reestruturada”. “A curto prazo, a dívida é de 10,5 milhões de euros e a Câmara, tal como a lei impõe, já deveria ter elaborado em plano de reequilíbrio financeiro”, salientou.
Berta Nunes vai defrontar o candidato do PSD, Arsénio Pereira, depois da desistência do actual presidente da CMAF, João Carlos Figueiredo (ver texto em baixo).

Por: Francisco Pinto

Arquivo: Edição de 05-05-2009
SECÇÃO: Informação Regional

Vereador do actual executivo avança depois da renúncia do actual presidente, João Carlos Figueiredo
Arsénio Pereira na corrida à Câmara de Alfândega

Arsénio Pereira é o nome escolhido pela Concelhia do PSD de Alfândega da Fé para a corrida à autarquia local. O vereador do actual executivo avança depois da renúncia do actual presidente, João Carlos Figueiredo, que também se demitiu da liderança da Comissão Política Concelhia.
Mesmo assim, o social-democrata encara a sua candidatura com naturalidade e acredita numa vitória laranja nas próximas eleições autárquicas.
Arsénio Pereira não se sente a segunda escolha e realça que foi o partido que entendeu que deveria liderar a lista do PSD à Câmara de Alfândega, depois do actual presidente ter rejeitado recandidatar-se pelos sociais-democratas. O candidato mostra-se convicto em conseguir a vitória e diz mesmo que não teme a sua adversária socialista, Berta Nunes, que esteve perto da vitória nas eleições de 2005 (ver texto na página anterior). Arsénio Pereira lembra que já nessa altura o PSD teve mais votos e acredita que este cenário se vai repetir no próximo mês de Outubro.
O candidato social-democrata adianta, ainda, que se não tivesse consciência de que poderia ganhar não estava na corrida ao município alfandeguense.
Por: Teresa Batista





HISTÓRIA

A Alfândega (da Fé) é um nome de origem árabe que a localidade deve ter adquirido entre os séculos VIII-IX. É muito possível que já anteriormente ela existisse e a sua verdadeira origem tenha sido um povoamento castrejo, o que não será de admirar, até porque na área do concelho existem vestígios de povoamento romano e até anteriores.
A designação “da Fé” que se juntou ao nome original surge em data incerta, (mas já aparece no Foral de D. Dinis) seguramente por via popular e ligada à interessante lenda dos “Cavaleiros das Esporas Douradas”, que reflecte a bravura dos cristãos na luta contra o infiel, apoiados, na batalha decisiva de Chacim, por Nossa Senhora de Balsemão.
De qualquer forma, existe hoje a convicção de que durante o período da ocupação árabe foi sede administrativa com alguma importância de uma região designada “Valiato de Alfandica”, mas a sua história, em termos da nossa Nacionalidade, só é verdadeiramente reforçada em 1294, (8 de Maio) ano em que D. Dinis lhe concede carta de foral que, entre outros aspectos, define os primeiros limites geográficos do concelho. Um ano depois (17 de Setembro) o mesmo monarca concede-lhe carta de feira, do mesmo tipo da Covilhã, mas com a particularidade de obrigar que a referida feira se realizasse depois da de Mogadouro e antes da de Mirandela; a carta de feira foi novamente passada por D. João I, a 13 de Janeiro de 1401.
Foi ainda D. Dinis que em 1320 mandou reconstruir o seu castelo. A forma como Rui de Pina, na Crónica de Dinis, descreve esta reconstrução tem levantado algumas dúvidas de interpretação, uma vez que permite levantar a hipótese de a localidade árabe não se ter situado no local onde se encontra a actual Alfândega da Fé: “Ano de 1320. Povoou de novo e fez os castelos de Vinhais, Vila Flor, Alfândega, que mudou para o lugar onde agora está que se chamava antigamente cabeço de S. Miguel”.
Em 1385 D. João I obrigou os moradores de Alfândega da Fé a trabalhar na reconstrução dos muros de Torre de Moncorvo, talvez como “castigo” pelo facto de a vila ter tomado partido por Castela. Este seria também o primeiro monarca a passar por Alfândega da Fé, na viagem que no ano de 1396 o levou a Torre de Moncorvo e Bragança.
Outro dado relevante, ainda no século XV, é a criação, em 1498, da Misericórdia de Alfândega da Fé.
Dos séculos XVI a XVIII existem ainda menos dados históricos sobre a localidade e o seu concelho, sabendo-se que em 1510 D. Manuel I lhe concedeu novo foral, que altera os limites geográficos do concelho medieval, aumentando-o em área. No século XVI a vila estava despovoada, não possuindo sequer uma centena de fogos, (entende-se assim a simplicidade na construção da Ermida de S. Sebastião, hoje capela com o mesmo nome) situação que pouco se alterou pelo menos até à primeira metade do século XVIII, uma vez que a sua população, na época, não ia ainda além dos 150 vizinhos.
Luís Álvares de Távora intitulava-se então senhor de Alfândega. É desse tempo a construção da ponte de Zacarias e seguramente o princípio do fim da povoação com o mesmo nome, a acreditar num documento do século XIX que refere a forma como a família dos Távora conseguiu os terrenos daquela zona. Dos Távora restam poucos elementos da sua presença no concelho: a casa que possuíam na vila foi sendo transformada com o passar dos anos e o que resta não revela grande traça arquitectónica, merecendo apenas registo aquilo que se supõe ser o campanário da capela, actualmente na Capela de S. Sebastião e o portal da entrada, também deslocado para uma casa particular; existe ainda um brasão picado (de Bispo) que pode ter pertencido à mesma família.
Pelo que se deduz da leitura de algumas passagens do Tombo dos Bens do Concelho (1766), o castelo da vila terá sido destruído entre os séculos XVII e XVIII, sendo a pedra (xisto), utilizada para construir habitações; restou aquilo que hoje se chama Torre do Relógio e que constitui o ex-líbris da localidade.
A vila e o seu concelho ganharam novo folgo a partir da segunda metade do século XVIII, em boa parte pelo incremento da criação do bicho da seda, que no século seguinte, em 1870, atingiu o seu auge, com uma produção de 17,2 toneladas!
A par da agricultura, que ainda hoje se mantém como a mais importante actividade económica do concelho, foram-se desenvolvendo algumas indústrias artesanais, (quase todas extintas na actualidade), como a moagem de cereais, os pisões do linho, o fabrico da cal e da telha, os lagares de azeite e a cestaria (estas duas últimas actividades ainda existem, a primeira em termos modernos e industriais e a segunda como actividade artesanal).
Este moderado desenvolvimento (inclusive demograficamente, uma vez que entre 1862 e 1920 a população da vila andou sempre pelos mil habitantes e a do concelho até decaiu dos nove para os oito mil) manteve-se durante o século passado e a primeira metade do nosso, quer no respeitante aos aspectos económicos, sobretudo na agricultura, com a proliferação das “Quintas” e o aproveitamento da vinha durante o período em que a Região Demarcada do Douro abrangia uma parte significativa do concelho, quer ainda na construção de algumas infra-estruturas, sendo disso exemplos a construção da estrada distrital que ligava a Macedo de Cavaleiros, a construção da cadeia municipal (1871) e a ampliação dos Paços do Concelho, que são os actuais, a reconstrução das pontes de Zacarias e do Arquinho (1864), a construção da ponte de Alváz (1884), da primeira escola primária (1866), do cemitério (1882), o calcetamento de várias ruas da vila (1884/85) e a reconstrução da Torre do Relógio (1884),
A primeira rede de água domiciliária, na vila, veio mais tarde, nos anos trinta do nosso século, e seria ainda por essa altura que se construiria a Central Eléctrica e as “fossas sépticas”, que serviam igualmente apenas a sede do concelho.
As vias municipais asfaltadas surgiram bem mais tarde, assim como a recuperação da antiga estrada distrital (já transformada em nacional) e a nova ligação a Macedo de Cavaleiros, pela serra de Bornes (anos 60).
Politicamente, o século XIX teve momentos bastante importantes, alguns dos quais bem agitados. As primeiras Posturas Municipais são de 1838/39, em pleno período “Setembrista” e as de 1821 constituem um exaustivo trabalho jurídico digno de registo.
Logo em 1822 foi criada a Sociedade Patriótica, de inspiração liberal, mas as crises políticas do primeiro liberalismo, até à Regeneração, foram localmente lideradas pelo Morgado de Vilarelhos, Bacharel Francisco António Pereira de Lemos, que para além de ter sido Presidente da Câmara em vários mandatos foi deputado às Cortes. Era “Setembrista” convicto e dele ficaram algumas memórias que definem um carácter forte e influente, ao mesmo tempo que conseguia granjear apoios junto da população mais pobre do concelho. Um neto seu, Joaquim Cândido de Mendonça, seria mais tarde o fundador da primeira Comissão Municipal Republicana, em 1908; jovem ainda, a iniciar igualmente o conhecimento das leis lá por Coimbra, acabaria por não ver nascer a República, tendo falecido uns dias antes, ao tentar salvar um empregado que caiu a uma cuba de vinho.
Mas o século XIX escreveu também a página mais negra da história do concelho de Alfândega da Fé.
Depois de mais duas alterações dos limites do concelho, em 1852 e 1855 (esta última corresponde à situação actual), acabaria por ser extinto por decreto de 24 de Outubro de 1895, por razões meramente políticas e administrativas, como veio a provar-se.
A revolta da população foi generalizada e em alguns casos violenta. Vale a pena referir dois nomes que se destacaram na defesa da restauração do concelho: o Dr. Ricardo d’Almeida, natural de Vila Flor, mas a exercer medicina em Alfândega da Fé, que assinou um manifesto que foi um verdadeiro apelo à luta (reflectindo já algumas ideias republicanas que circulavam no concelho) e o Pe. Manuel Pessanha, que em 1897 publicou um livro intitulado “Alfândega da Fé” no qual, demonstrando a importância da história do município, denuncia as razões puramente políticas da sua extinção, reclamando do novo governo então formado, a sua restauração. Assim veio a acontecer, no dia 18 de Janeiro de 1898.
Mas a afronta não foi esquecida e essa é certamente a explicação para o rápido desenvolvimento e até organização dos ideais republicanos no concelho. E se o jovem Joaquim Mendonça não pôde assistir à proclamação da República na sua terra, o que aconteceu a 9 de Outubro de 1910, lá figura, no respectivo Auto, a assinatura do Dr. Ricardo d’Almeida, entre as de muitos outros que estiveram na primeira linha da luta pela restauração do concelho em 1895/98!
O concelho mantém hoje os mesmos limites, que vão da serra de Bornes até ao rio Sabor e do planalto de Castro Vicente até ao vale da Vilariça, num total de 310 quilómetros quadrados distribuídos por uma impressionante e surpreendente diversidade de paisagens e de micro-climas que permitem culturas agrícolas tão diferentes como a oliveira, a amendoeira, as cerejeiras, os cereais, a vinha e vários tipos de floresta, actividades que são servidas pelas barragens da Esteveinha, Salgueiro, Burga e Camba.
Do seu património histórico-cultural destacam-se a Pedra de Revides, o Solar de Vilarelhos, o Castro da Marruça e outros, a igreja de Sambade, a Capela de S. Bernardino, em Gebelim, a Torre do Relógio e algumas casas brasonadas, para além do Santuário Mariano de Cerejais, obra mais recente mas muito visitada.
No campo da ourivesaria religiosa existem várias peças de valor, já estudadas, merecendo especial referência a Cruz de Prata de Valverde, do século XVI.
O concelho dispõe hoje de boas condições de vida ao nível dos acessos, do abastecimento de água e da rede de saneamentos básicos, com praticamente toda a população servida com estes serviços, para além de importantes infra-estruturas melhoradas, ou de construção recente, como o Hospital-Centro de Saúde, o Lar e Infantário da Misericórdia, os Bombeiros Voluntários, a Zona Industrial, a Biblioteca Municipal e o Complexo Desportivo da ARA, o Mercado Municipal, a Estalagem da Serra de Bornes e o Parque de Usos Múltiplos.
A par da feira quinzenal, cuja existência resulta da antiga feira medieval, realiza-se a feira anual da Cereja, (durante a primeira quinzena de Junho) inserida no programa da festa com o mesmo nome e que actualmente constitui o mais importante cartaz turístico do concelho. Nem seria de esperar outra coisa na terra que tem um dos maiores cerejais da europa e produz cereja da melhor qualidade. Mas em matéria de turismo não pode deixar de se referir a festa das Amendoeiras em Flor e a caça, bem como as inúmeras festas de Verão que se realizam em todo o concelho nos meses de Agosto e Setembro, com destaque para a festa do Mártir S. Sebastião, na vila.
 
 

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Ex-libris de Alfândega da Fé

A torre do relógio é o monumento mais emblemático de Alfândega da Fé. É o que resta do castelo existente neste lugar.
Torre medieval de planta quadrangular em aparelho de alvenaria de xisto, integrando provavelmente uma muralha medieval, e remodelada na Época Contemporânea.
 

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